24 de março de 2015

Resenha - Trilogia Fundação de Isaac Asimov

O que dizer trilogia que é considerada a melhor da história da ficção, ganhando o prêmio Hugo de 1966 de "Best All-Time Series", ficando na frente do grande O Senhor dos Anéis? Esta trilogia é o A Fundação, que engloba os livros Fundação, Fundação e Império e Segunda Fundação, escritos entre 1951 e 1953 por Isaac Asimov.

Um grande império galáctico domina todos os planetas conhecidos, a burocracia e estagnação estão presentes neste império. Assim, um grande cientista chamado Hari Seldon prevê, através da psico-história, a queda do império e um grande período de barbaridade.

Trantor a Capital do Império (fonte)
A psico-história é uma ciência no livro, baseada na psicologia, onde as ações de uma grande massa de pessoas podem ser previstas com grande precisão, mas não as ações de uma pessoa, apenas de uma grande massa. O Prêmio Nobel de economia Paul Krugman disse que seu interesse por economia começou com esta trilogia, já que como a psico-história não existe ele foi para a economia.

Seldon então elabora um plano para diminuir o tempo do período de barbaridade após a queda do império, este plano prevê a criação de duas fundações, uma em cada extremo do universo. A primeira fundação seria responsável pela elaboração de uma grande enciclopédia com todo conhecimento do império e assim Hari consegue autorização para a criação desta fundação em um planeta distante do centro do império.

Asimov's Worlds (fonte)
Depois de criada a Fundação com Hari Seldon já morto, começam a aparecer pequenas crises, que os governantes da fundação tem que resolver usando apenas o bom senso, com as soluções já previstas pelo grande plano de Seldon, porém ainda não conhecidas. Uma dessas crises é resolvida mandando tecnologia para os reinos vizinhos, porém através de uma religião, assim para poder operar essas tecnologias, seja para transporte, saúde, é necessário ser membro de uma religião treinada pela fundação para obedecer.

Fundação (fonte)
A Fundação se dá bem nessas crises até o aparecimento do Mulo, que é um mutante cujas ações individuais não podem ser previstas pela psico-história, portanto saindo totalmente do plano original. Assim a primeira Fundação sai em busca da segunda para ajudar na luta contra o Mulo.

A história é muito boa e a queda do império foi baseada na queda do império romano.

Talvez o único problema seja o estilo de escrita do Isaac Asimov, pois varias vezes me perco na leitura, pois ele introduz personagens que apenas muito depois vão ser relacionados com a história. Recomendo fortemente a leitura, a profundidade da obra só pode ser entendida com a leitura dos livros.

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