1 de dezembro de 2013

Review do Alcatel One Touch Fire com Firefox OS

Vamos falar da Nokia, sim, da Nokia, minha mãe precisava de um celular novo, um simples. Compramos um Nokia Asha 305, mas... não tinha sinal na minha casa, enquanto todos os celulares, sendo eles LG, Samsung, Motorola e um Nokia mais antigo tinham sinal, ele ficava sempre fora de área. Depois fui pesquisar mais a fundo e descobri que é um problema comum, no reclame aqui tem dezenas de reclamações desse modelo em especifico, das 4 frequências GSM usadas no Brasil, ele suportava apenas duas. Então provavelmente a Vivo não tem um bom sinal nessas duas frequência, ela deve ter que dividir com outras operadoras. Tivemos que devolver o Asha 305.

Recentemente a Mozilla, fundação que desenvolve o Browser Firefox começou a desenvolver um sistema operacional para Smartphones, o Firefox OS. Ela fez parcerias com empresas de telefonia, como a Vivo, que passou a vender dois modelos no Brasil, o LG Fireweb e o Alcatel Onetouch Fire. O destaque fica para o Alcatel Onetouch Fire, que custa R$ 179,00, tendo um ótimo custo benefício para quem não quer gastar muito num Smartphone.

Caixa do Alcatel Onetouch Fire (foto tirada com meu Razr D1)
A primeira impressão do celular é a melhor possível, a apresentação da caixa é muito boa, sem dúvida a mais bonita que já vi. A do meu antigo Galaxy 5 parecia celular xing ling, a do Motorola Razr D1 não é feia, nem se destaca. A carcaça do celular é de plástico, me parece bem sólido, mas não deixaria cair no chão. O fone de ouvido incluso é ruim, como a maioria nos celulares de entrada.

A primeira vez que você liga o celular não é feito nenhum setup inicial como o Android, é apenas sair usando, nem mesmo para instalar aplicativos da Marketplace é necessário cadastro. Não sei se é apenas comigo, mas ele me lembra muito o primeiro iPhone logo após o lançamento, não existiam aplicativos de terceiros, eram apenas páginas web, além da própria interface que utiliza apenas um botão físico.

Os aplicativos do Firefox OS são escrito em HTML 5, ou seja, eles rodam em cima de um browser, apesar disso ser transparente ao usuário. Por exemplo, o jogo Cut The Rope é a versão em HTML 5 lançada para o Internet Explorer, com as mesmas poucas telas, enquanto no Android estão disponíveis 375 telas, no dele apenas 36.

Repare na interface de usuário e no botão único
Por rodar em cima de um browser os aplicativos são mais lentos que no Android, você sente uma certa lentidão no sistema, no entanto ele é muito mais ágio que celulares da linha Asha da Nokia. Ele conta com um processador Qualcomm Snapdragon de 1 GHz, uma GPU Adreno 200, 256 MB de RAM, tela de 3.5 polegadas com resolução de 480x320, a mesma do iPhone até o 3GS, câmera de 3.2 MP, gravando vídeo em resolução VGA a 30 FPS, além de Wi-Fi, bluetooth e GPS.

A resolução da tela pode ser considerada baixa, comparando com outros celulares, mas é mais que o suficiente, lembrando que é a mesma que iPhone até o 3GS. Ao contrário da linha Asha o sensor da tela é capacitivo, ou seja, muito mais sensível, sendo padrão em qualquer smartphone Android. A memória RAM pode ser um fator limitante, apesar de, ao contrário do Android, não podemos ver quanto está em uso, mas só o Kernel Linux e a interface (conhecida como Gaia) já devem gastar mais de 120 MB, o resto fica para engine Gecko, responsável por rodar os programas.

O sistema vem com vários aplicativos pré-instalados, como Facebook, Twitter, Youtube, Wikipédia e os mapas do Here da Nokia, é prometida uma versão do Whatsapp, mas eu não contaria muito com isso. Configurar o email foi bem tranquilo, é apenas digitar o email e a senha e ele faz todas as configurações automaticamente e lembrar como era complicado configurar isso alguns anos atrás. Ele conta com player de áudio e vídeo, os poucos vídeos que testei funcionaram sem problemas, mas não espere muito.

A parte traseira, bem que poderia ter o logo do Firefox
A decepção mesmo fica com o browser, o Firefox, que é extremamente limitado, nem sincronizando os favoritos com a versão Desktop. Ele se mostrou um tanto quanto lento, coisa que na minha opinião é devido ao Gecko não ser tão otimizado quanto o webkit (atualmente blink) do Chrome, usando o Firefox em um tablet também senti essa lentidão, apesar de menor. Uma coisa ruim, é que apesar do celular suportar dois toques simutâneos na tela (existe um aplicativo que permite você testar quantos toques são suportados) o Browser não reconhece gestos como pinch to zoom, provavelmente devido a patentes.

A bateria tem capacidade de 1400 mAh, razoavelmente bastante. Como era novidade usei bastante o celular e a bateria durou dois dias inteiros, talvez com um uso mais moderado ela chegue até a três. Meu único medo em relação ao celular é em relação a atualizações para as próximas versões do sistema, que não sei se é a Mozilla ou a fabricante/operadora que irá fornecer. Atualmente ele está na última versão disponível, a 1.1.0, a próxima 1.1.1 traz suporte a telas com resolução WVGA e a 1.2.0 a uma nova versão Gecko, a 26, possivelmente trazendo uma melhora de desempenho.

Gostei bastante do celular, se fosse para comprar um até 250 reais seria minha escolha sem dúvida alguma. Chega a ser engraçado ver as pessoas comparando esse aparelho com outros com Android que custam mais de R$ 800 reais, esse aparelho custa R$ 180 e é óbvio e esperado que ele seja mais lento e limitado, seus concorrentes são outros. No entanto, pelo preço é uma ótima opção, é superior a qualquer celular ou smartphone dessa faixa de preço.

Editado em 07/12/2013: Não sei se estou mal acostumado, mas o Alcatel Fire apresenta um sinal pior que o Samsung Galaxy 5 e o Motorola Razr D1, em lugares que ambos conseguem manter uma conversa sem problemas o Alcatel não consegue, apesar disso ele ainda é melhor que o Nokia Asha 205.

Editado em 10/12/2014: Passado um ano, ele não é mais uma boa opção, existem Smartphones Android que durante promoções chegam a esse preço. Me deparei com três grandes problemas: Primeiro, como esperado ele nunca foi atualizado. Segundo, nunca foi lançada uma versão do Whatsapp e último, existe um bug na leitura da bateria, que as vezes lê 100% de carga e continua até reiniciar o telefone.

5 comentários:

Bryant Rosado Silva disse...

Boa Tarde!
Gostaria de saber o celular é desbloqueado.

Ricardo disse...

Boa noite, desculpe a demora.

Eu testei o celular com um chip da Tim reconheceu sem nenhum problema.

Abraço.

Bryant Rosado Silva disse...

Muito obrigado!
Também sou blogueiro e colocarei o seu blog na minha lista de leitura!
Existe algum problema a ser considerado?
perto de um galaxy y ele esta muito aquém?
Obrigado.

Ricardo disse...

Obrigado, tento fazer algo mais pessoal é meu canto de expor ideias, até por isso a demora nas atualizações.

Então, como o celular é da minha mãe acaba que não testei tanto, percebemos que ele tem o sinal um pouco pior que os outros da casa, muito melhor que o Asha 205 e que um Sony Ericsson W350 antigo, mas pior que um Razr D1 e o Galaxy 5. Vou atualizar o artigo com essa informação.

Olha, a vantagem do Galaxy Y é que ele tem Android, de resto... tela inferior (não sou chato com isso, mas com 3" e aquela resolução vc consegue ver os pixels, incomoda, posso falar isso pelo Galaxy 5), Android ainda é a versão 2.3 (sem perspectiva de atualização), câmera pior 3.2 Mp contra 2 Mp, a do Fire é até competente. O Fire é superior em hardware, mas o Firefox OS ainda não está maduro, se não for usar Apps, recomendo ele, tem a questão do sinal, que ele é mais fraco, mas não chega a ser ruim.

Abraço,
Ricardo

Bryant Rosado Silva disse...

Muito Obrigado!
De acordo com o que você disse, vou comprar o alcatel.
Além do mais, eu creio que de apps, ele vai me servir, afinal não prescisamos dos 1000000 de apps disponiveis no android.No meu tablet devo ter apenas 30.
Agradeço a sua atenção.
Depois dá um pulinho nos meus blogs: carrosecompanhia.wordpress.com e ummundohightech.blogspot.com
Se tiver google mais é só me seguir:Bryan Rosado Silva ou bryantrs99@gmail.com