15 de fevereiro de 2013

Jogo Assassin's Creed III - Do a Revolution!

Não costumo escrever sobre games, apenas sobre o hardware para rodá-los, mas com esse jogo tinha que abrir uma exceção. Já faz algum tempo que os videogames dão mais dinheiro que o cinema, mas até hoje não vi um jogo que me passasse a imersão do cinema, Assassin's Creed III prometia isso. Uncharted do Playstation 3 também, como não tenho um PS3, no pouco que joguei, posso dizer que chegou perto.

Outro motivo, não menos importante, é que ele é totalmente dublado em português brasileiro. Não posso dizer que cresci com jogos dublados em inglês, pois não tinha PC/videogame, além de poucos jogos serem dublados na época. Ironicamente, o fato do jogo estar em português é até uma desvantagem, boa parte do inglês que sei foi devido aos jogos, não a meus 2 anos de curso de inglês.

Felizmente, nos últimos anos o mercado de games cresceu muito no Brasil, a pirataria, apesar de ainda existente, diminuiu desde a época do Playstation 2. Muitos jogos recentes já saem totalmente em português, desde antigos como Halo 3, até os novos Halo 4, Uncharted 3 e Call of Duty Black Ops 2. Isso me deixa feliz, a imersão no jogo aumenta muito, os vídeos antes massantes se tornam filmes, até porque os jogos antes nem legendados em português eram, você tinha que entender inglês.


A Ubisoft criou uma nova engine para o jogo, para retratar os ambientes abertos, que são gigantescos. As cidades são muito bem retratadas. É legal quando você está andando nas cidades e pessoas começam a gritar "Compre a Gazeta de Boston", sim em português. Existem partes que devem existir mais de 100 personagens na tela ao mesmo tempo, durante batalhas ou em um momento que todos se reúnem a sua volta na cidade, onde slowdowns são constantes.

E sim, slowdown são um problema, apesar de meu computador estar acima dos requisitos mínimos, em algumas partes do jogo (nas cidades) o jogo fica lento, o FPS cai para menos de 20 quadros, o que o torna irritante. No entanto, com você pode ver nesse vídeo do Digital Foundry, os slowdown também estão presente nos videogames em outras partes.

Testei o jogo com mouse + teclado e com o joystick do Xbox 360. Com o mouse, ficou mais fácil de controlar a direção e fazer os movimento de Parkour, com o joystick errava demais. Uma coisa irritante é você estar usando o botão de Parkour para correr e acabar esbarrando em algo e escalando, quando um policial vê isso começa a te investigar ou a querer te capturar.


As missões no jogo acabam sendo sempre parecidas, vá até algum lugar, faça algo e volte. Infelizmente jogos open world sofrem desse mal, você tem o cenário e tem que criar missões dentro desse cenário, ficando limitado na inovação. Outra coisa irritante é a transição entre os cenários, existem loading quando você sai da cidade e vai para florestas, mas isso é compreensível, nem todas em empresas são a Rockstar, mas o chato é que se você estiver a cavalo, ele não vai junto.

A única telas criadas para missões são a inicial do teatro e as do navio. Tenho que dizer, os navios são um show a parte, fantásticos, os filmes que os mostram longe no mar são muito bem feitos, quase um filme de computação gráfica (infelizmente esqueci de tirar um screenshot). As batalhas no mar são um pouco chatas, é difícil acertar os tiros nos outros navios, apesar das missões serem fáceis.


Eu sinceramente joguei mais pela história, que tirando algumas maluquices é bem interessante, tanto que deu origem a uma série de livros. Eu assisti todos os CGs, são muito bem feitos, mas mesmo assim não me senti num filme, ainda não chegou lá. Por todo hype criado pela Ubisoft com as campanhas de marketing, patrocinando blogs e vídeos no Youtube (Nerdcast por exemplo), o jogo me decepcionou um pouco, não entregando tudo que prometia, apesar de muito bom.

No computador o jogo necessitar do (chatíssimo) programa de jogos da Ubisoft, o Uplay, que ainda não vende jogos em reais. No Nuuvem o jogo pode ser adquirido por R$ 79,99, enquanto no Steam custa R$ 84,99.

2 comentários:

Junior Moraes disse...

E aí como vai? Eu achei interessante sua análise deste jogo. Eu jogava video-game antigamente. Hoje não acompanho mais a evolução dos video-games, o máximo que faço é jogar alguns jogos antigos bons do Nintendo 64 e Playstaion 1. Você comentou sobre os slowdowns do jogo e eu fiz uma analogia com uma coisa que marcou muito com o jogo X-Men VS Street Fighter. Esse jogo foi um mega sucesso no seu lançamento para os fliperamas, não só pelo fato de misturar os personagens dos dois universos, mas principalmente por ter o sistema de duplas de jogadores, com a possibilidade de troca dos personagens no meio das lutas. Só que quando foi lançado para o Playstation 1 causou uma enorme decepção: Não era possível executar troca de personagens no meio da luta, devido a pouca memória RAM do mesmo. Agora te pergunto: Por que acontecia isto? Não tinha tecnologia na época para consoles domésticos, ou iria ficar inviável economicamente fazer um console com este potencial? Outra pergunta é: O quanto os arcades eram mais potentes que um console daquela época? Os arcades tinham uma capacidade de memória RAM ou de processador definidos?

Ricardo disse...

No Marvel x Capcom foi a mesma coisa, que é um jogo que eu gosto mais.

Por que acontecia isto?

Pensa assim, você ia precisar ter 4 personagens carregados em RAM, dois para cada jogador, seriam mais texturas para carregar. Sinceramente eu acho que se fosse refeita uma boa parte da engine do jogo, ele poderia ocupar menos RAM e possibilitar a troca, mas isso acarreta custo de desenvolvimento.

Não tinha tecnologia na época para consoles domésticos, ou iria ficar inviável economicamente fazer um console com este potencial?

Nesse caso, eu acho que foi uma escolha da equipe de desenvolvimento para cortar custos. Tecnologia existia, o problema é o custo de venda do console que tem que ser "barato", geralmente o console mais barato ganhava a geração. Por exemplo, existiu um console chamado Neo Geo que tinha um hardware superior a geração da época, mas era mais caro e não fez nenhum sucesso. http://en.wikipedia.org/wiki/Neo_Geo_(system)

Outra pergunta é: O quanto os arcades eram mais potentes que um console daquela época? Os arcades tinham uma capacidade de memória RAM ou de processador definidos?

No geral os arcades eram mais poderosos, não sei exatamente o quanto, mas eram sim, porque eles poderiam custar mais, o problema dos videogames domésticos é o custo, por exemplo, no lançamento o PS3 e Xbox 360 custavam mais do que o preço que eram vendidos.

Existem modelos de arcade com hardware +- definido, como o CPS1, 2 e 3 da Capcom, Neo Geo, entre outros. Alguns arcades eram baseados no hardware do Dreamcast, PS2, GC e Xbox, com mais RAM, mídia trocada, como o NAOMI que era o Dreamcast com o dobro de RAM.

Escrevi esse comentário com o conhecimento que já tinha, está meio corrido, podem ter erros. Recomendo você dar uma procurada na wikipédia e comparar algum console com o arcade +- da mesma data de lançamento. Atualmente arcades usam hardware de PC, como o Sega Lindbergh.