10 de dezembro de 2012

Livro Metro 2033 de Dmitry Glukhovsky

Quantos livros baseados em games você conhece? Bom, eu conheço vários, como a coleção Assassin's Creed (que contem até agora os livros Renascença, Irmandade e A Cruzada Secreta), Battlefield: O Russo, Halo Cryptum e uma grande coleção baseada em Resident Evil, desde antigos baseados nos jogos, até atuais que contam a história dos filmes. No entanto, até hoje, nunca tinha visto um livro que virou game direto, esse é o caso de Metro 2033.

Inicialmente em 2002, seu autor, um repórter russo, foi colocando os capítulos do livro em seu site, o livro fez sucesso e foi publicado em russo em 2005 e traduzido para o inglês em 2010. O livro conta a história de um mundo pós-apocalíptico, que foi destruído por bombas nucleares. As pessoas passaram a viver, na verdade a tentar sobreviver, nas estações do metro de Moscou. A superfície é um lugar mítico, apenas para poucos corajosos, já que é habitada por criaturas sobrenaturais.

Artyom é um homem que quando bebê perdeu a mãe numa invasão de sua estação por monstros. Ele foi adotado por Sukhoi um militar, que o cria numa estação da periferia do metro. Muitos anos depois, um amigo de seu "pai" apresentado como "Caçador" chega a estação que ele mora, conta-lhe histórias de um grande terror no metro e pede-lhe que caso não volte, leve uma mensagem para a estação central, a Polis, uma das poucas que permanece civilizada.

Estação Pushkinskaya do Metro de Moscou (fonte)
A história realmente começa quando ele parte em sua aventura em busca da Polis. Encontra as mais diversas adversidades no caminho, coisas sobrenaturais, Nazistas, revolucionários comunistas... Cada estação, ou alguns conjunto de estações, são relativamente independentes, assim, surgiram diversos governos com as mais diversas ideologias. Já ocorreram guerras entre essas micro-nações, tratados de paz, alianças...

É um livro claustrofóbico, fica evidente em suas páginas a tensão que o isolamento em um ambiente fechado causa, em certas partes é relatado experiencias sobrenaturais, lendas criadas, em que o leitor se pergunta se isso não é somente a mente das pessoas. Outras partes aparentam mesmo serem aparições sobrenaturais, mas isso não é realmente explicado no livro, o próprio encanto sobrenatural do Kremlin, relatado tantas vezes, não tem uma explicação satisfatória.

Trem do metro de Moscou, inaugurado em 1935 (fonte)
Gosto muito de livros que contam histórias que você aprende coisas novas. Os livros do Dan Brown (apesar que no caso dele é difícil distinguir o que ele distorceu da realidade) são assim, Metro 2033 também é. Ele evoca inúmeras figuras históricas mundiais, outras da história russa o que complica um pouco a leitura para brasileiros, infelizmente não colocaram notas de rodapé na edição brasileira, coisa que seria muito necessária para uma leitura sem recorrer ao Google a todo momento.

Por fim, é um livro que recomendo a leitura, ainda mais se você gosta de videogames. Ainda não joguei Metro 2033, mas quando jogar, tenho certeza que o jogo será uma aventura ainda mais interessante. Uma curiosidade é que durante o livro inteiro ele dispara sua arma pouquíssimas vezes, coisa que no jogo ocorre a todo momento, até por ser um jogo de tiro FPS.

Foi lançada uma continuação chamada Metro 2034, que infelizmente ainda não foi traduzida para o português  Um jogo chamado Metro The last night será uma adaptação desse livro.

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