23 de junho de 2012

Livro Steve Jobs por Walter Isaacson

Capa (fonte)
Um livro muito interessante escrito por um biografo que já escreveu sobre Einstein, Benjamin Franklin, entre outros, foi CEO do Aspen Institute, presidente da CNN e editor da Time. Steve Jobs o procurou varias vezes para escrever a biografia e ele não aceitou alegando que ainda não se enquadrava no nível das personalidades anteriores. Até que a esposa de Jobs o convidou, contando-lhe que devido ao câncer seria a última oportunidade dela ser escrita e que seria permitida total isenção ao escritor.

Uma coisa ironia é que possivelmente esse livro nas pré-vendas tenha vendido mais que a soma de todos os demais do autor. O resultado é um livro muito interessante, que conta desde o inicio da saga de Steve Jobs até depois de sua volta a Apple. Casos interessantes são mostrados, onde é possível visualizar um Jobs contraditório, ora uma pessoa amável, ora alguém que não se importa com as pessoas (como quando não quis assumir sua filha Lisa).

São apresentados os amigos, como Steve Wozniak, que foi quem verdadeiramente criou o Apple II, o primeiro computador de sucesso e principal produto da Apple em seus primeiros anos de vida. Uma relação curiosa, já que Wozniak tinha uma expertise gigantesca em Hardware de computadores, mas não conseguiria vender a ideia para ninguém, era o perfeito estereotipo de engenheiros. Enquanto Steve não entendia tanto de hardware, mas vendia suas ideias de uma forma muito consciente. Uma parceria em que ambos saíram ganhando.

Também é mostrado o contato de Steve com as drogas (com o LSD em especial), não lembro direito, mas parece que ele alega que ficou muito mais criativo na época que fez uso e disse que Bill Gates (seu principal concorrente) teria aprendido muito se também tivesse usado. Uma visão não muito ortodoxa de um presidente de empresa. Ele passava muito tempo em retiros espirituais, chegou a viajar para Índia durante aproximadamente um ano. O próprio nome Apple vem de uma plantação de maçãs, que ele e alguns amigos frequentavam nos finais de semana.

Texto da campanha "Think Different" logo após o retorno de Jobs a Apple (fonte)
Um ponto que gostei muito foi a parte de seu retorno. O livro mostra as dificuldades que ele teve, junto com alguns toques mágicos, como a campanha “Think Different” a qual considero a mais brilhante da história da propaganda. Onde aparecem diversas personalidades, como Gandhi, Pablo Picasso, Frank Sinatra, Richard Feynman (um dos físicos mais brilhantes do século XX, escreveu diversos ótimos livros), entre outros, dizendo que não seguiam as regras, eram desajustados, criadores de problemas, mas você poderia fazer tudo com eles, menos ignorá-los. Uma bela campanha para o inicio da volta por cima da Apple.

Posteriormente foram descritas a criação das novas versões do Mac, do iPod (um grande sucesso), da iTunes Store, do iPhone e do iPad. Alguns curiosidades são interessante, como uma associação com Bono Vox do U2, a mudança da aparência do iPhone pouco antes do lançamento, entre outras coisas. O começo do livro se foca mais na pessoa Steve Jobs, depois mais em suas criações.

No site da Companhia das Letras é possível ler um trecho em PDF.

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