3 de março de 2010

As cotas nas universidade brasileiras

O Brasil é um país gigante, para ser exato o quinto maior do mundo. Para compor sua população teve imigrações de todos os lugares do mundo, é lógico que de alguns mais que outros, no entanto essas “raças” já se misturaram e integraram-se a população. Na ânsia de dar melhores oportunidades para pessoas de baixa renda ingressarem em uma universidade pública, o governo instituiu o regime de cotas, onde uma certa quantidade de vagas é reservada ou uma porcentagem acrescida na nota dos cotistas, facilitando seu ingresso na faculdade.

O que gostaria de discutir nesse artigo não e a existência das cotas, mas sim quem e como ela deve beneficiar. Primeiro irei citar um exemplo: Dois amigos um negro e um branco são amigos, vizinhos e estudam na mesma escola, o desempenho escolar deles é bem parecido, um é melhor em matemática, outro em português, os seus país trabalham numa oficina mecânica, sócios 50% cada. Os dois prestam engenharia mecânica, tiram notas quase iguais, pois matemática tinha um peso maior, mas mesmo com uma nota menor o moreno passa usando a pontuação acrescida.

É uma situação que pode acontecer, mas seria justo? As cotas deveriam ser por fatores sócio econômicos, não pura e simplesmente por cor da pele, até porque o Brasil recebeu imigrantes do mundo todo, que sofreram e foram explorados como os escravos, então por que apenas os afro-descendentes tem direito a cotas? Além disso, apesar de não ser advogado, acho que a constituição proíbe distinção por raça:

Art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza…
É de senso comum que as escolas de ensino médio particulares são melhores, pois contam com professores, instalações e até mesmo alunos melhores, já que estes, ao contrário dos de escola pública, não precisam trabalhar para ajudar em casa. Claro que existem exceções, tais como as ETEcs (Escolas Técnicas Estaduais), os Institutos Federais e o Colégio Engenheiro Juarez Wanderley , que é mantido como um projeto social da Embraer e é considerada a melhor escola do estado de São Paulo pelas notas do ENEM 2008, o que todas essas escolas tem de igual? Todas são gratuitas (não públicas, já que o Colégio da Embraer é considerado privado) e o aluno passa por um Vestibulinho antes de entrar.

Grandes universidades, mesmo as que não tem cotas para afro-descendentes, tem para vestibulandos de escolas públicas e, infelizmente, são necessárias, visto a precariedade da maioria das escolas públicas.

Sempre ouço muito falar que as cotas são medidas paliativas do governo que precisa dar um ensino público de qualidade para todos, mas já pararam para pensar em quantos alunos do ensino médio realmente gostariam de ter um ensino de qualidade? O que mais ouço falar é das aulas matadas de sexta a noite para ir “na avenida” ou mesmo das heróicas historias de quando chegaram bêbados em casa. Enquanto essa for a mentalidade da maioria dos jovens, infelizmente, não existirá maneira de melhorar o ensino e este será beneficio de poucos.

Há outro ponto de vista também, as cotas prejudicam alunos de escolas particulares, já que apesar das poucas “ilhas de excelência” (é como a mídia em geral chama as escolas públicas de qualidade), elas formam alunos no mínimo tão bons quanto os das melhores instituições particulares, então estes se destacam ainda mais devido as bonificações, tirando que os estudantes podem fazer cursinhos preparatórios e ainda assim ter direito as cotas.

Gostaria de deixar claro que sempre estudei em escolas públicas e agora ingressei numa faculdade pública, deixo um abraço e gostaria de desejar boa sorte a todos que irão presta vestibular.

Um comentário:

Deiwis disse...

bela materia, concordo contigo :D