10 de março de 2012

Rumores e o provável Hardware da próxima geração de videogames

Caixa do Playstation 3 no lançamento
(Wikipédia)
Ao contrário da maioria dos jogadores, gosto de conhecer o hardware dos videogames (engenheiros...), que cada vez mais, com exceção da arquitetura do processador, se assemelham ao de computadores. Por exemplo, a placa de vídeo do Playstation 3 é uma Geforce 7800 um pouco modificada.

O Xbox 360 foi lançado em maio de 2005. Nessa época a ATI (atual AMD) nem havia lançado a série Radeon X1x00 e a placa de vídeo dele era baseada em partes na HD 2x00, que só seria lançada dois anos depois, em maio de 2007. Existe uma grande diferença entre essas duas séries, a primeira tem pixel shaders e vertex shaders, enquanto a nova arquitetura, utilizada no DirectX 10, unifica essas duas coisas, em shaders programáveis, que dão grande flexibilidade ao desenvolvedor.

Sua CPU tem 3 núcleos e usa arquitetura PowerPC, assim como o Wii e o Playstation 3, sendo uma escolha bem sensata para um console. Já que é possível integrar 3 núcleos, com 2 threads, enquanto utilizando a mesma tecnologia de fabricação a AMD apenas conseguiu integrar 2, com 1 thread cada, além do clock bem superior.

O Playstation 3 foi lançado novembro de 2006, sua GPU é baseada na série 7x00 da Nvidia, lançada no mesmo ano. Portanto, enquanto a Microsoft buscou uma placa de vídeo de vanguarda, a Sony pegou a solução disponível no mercado. Só que isso também tem a ver com o desenvolvimento do DirectX que é feito pela Microsoft, que já possuia o conhecimento da nova arquitetura, então valia a pena utiliza-la. O processador do Playstation 3, o Cell, foi desenvolvido especialmente (teve outros usos, mas nunca decolou), se bem utilizado é potente que do Xbox.

9 de fevereiro de 2012

Mini-Review do Notebook Lenovo G470 com Intel Core i3

Já faz bastante tempo que queria um notebook novo, com uma promoção de final de ano acabei finalmente comprando. Queria uma marca conceituada, como Dell, Lenovo, Acer ou Itautec (que em minha opinião são boas). Apareceu um Lenovo com ótimos recursos e decidi: "Bom, vai ser ele mesmo".

O modelo em questão é um Lenovo G470 com processador Intel Core i3 2310m com arquitetura Sandy Bridge, 4 GB DDR3 1333MHz da marca Smart Modular, 500 GB de HD com 8 MB de cache da Western Digital, Wifi-n, Bluetooth 2.1, Webcam de 2 MP, traduzindo uma ótima configuração. Era possível pagar um pouco mais caro por um com um processador i5, mas em minha opinião não era vantagem, explico a seguir.

Vista frontal
Até alguns anos atrás comprar um computador era uma coisa complicada, você corria o risco de pegar um com GPU da Via ou da SIS que eram muito lentas e tinham drivers péssimos, mesmo que você não fosse jogar o desempenho do Windows era prejudicado. Com a introdução de GPUs nos atuais processadores da Intel e a compra da ATI pela AMD, ambas as marcas passaram a contar com GPUs boas, não sendo mais um problema. Então praticamente qualquer Notebook atual tem um desempenho satisfatório, apenas alguns casos em que a fabricante usa processadores de Netbook como o Fusion C-50 em alguns modelos do Lenovo G475, podem ter um desempenho ruim.

A Intel vem fazendo um excelente trabalho nos seus últimos processadores, que tem um desempenho fantástico e isso se reflete nesse notebook. Quando você precisa rodar algum programa pesado ele irá fazer sem nenhum problema, já quando você apenas quer navegar na internet ele será silencioso e a terá grande autonomia de bateria, devido principalmente aos recursos de economia de energia, como o que diminue o clock do processador para 800 MHz (dos 2100 MHz normais). A vantagem do i5 é justamente nesse ponto, onde ele pode aumentar o clock, dependendo da situação, para 2.9 GHz, em vez dos 2.3 Ghz normais, para mim não é uma coisa significativa, pois isso também significa mais aquecimento, coisa que odeio em um notebook.

A GPU dele, apesar de não ter testado muito, é bem rápida e consegue rodar jogos bem satisfatoriamente, como Crysis 2. Jogo muito Age of Empires 3, que ela roda no máximo sem lags. Um ponto que já citei que achei o processador muito bom é para converter vídeos em HD com o recurso Quick Sync, já testado anteriormente.

A construção do notebook é boa, gostei da solidez dele. Como minha tia comprou um Positivo com configuração parecidissima, pude comparar os dois, digo, sem sombras de dúvidas, que o acabamento da Lenovo é muito superior. Se você segura por baixo, o Positivo afunda, no meu notebook antigo também, nesse isso não ocorre. Uma coisa irritante são as marcas de dedo na tampa, só de segurar ele na mão já ficam marcadas, prefiro muito mais a tampa fosca listrada do Lenovo G475.

O número de entradas é condizente, são 4 USB, uma Lan, VGA e HDMI. Umas das entradas USB é "estranha", aparenta ser eSata, mas não é. Provavelmente, como a estrutura é compartilhada por diversos modelos, em alguns ela é eSata+USB, mas nesse, para cortar custos, não.

Lateral esquerda, repare na primeira USB da esquerda para direita
O Touchpad permite multitoque, assim como os notebooks da Apple, como gestos com dois dedos para rolar a página, voltar, girar, etc. Infelizmente, a implementação da Apple é superior, mais sensível, mas não deixa de ser um bônus interessante. O teclado é um dos melhores que já usei, as teclas são curvadas, se encaixam aos dedos, bem superior a outras marcas como Positivo ou até mesmo Acer, mas essa é uma opinião subjetiva.

Assim como os outros fabricantes, a Lenovo faz modificações no Windows, como trocar o fundo da tela de Login, adicionar papéis de parede próprios e, infelizmente, instalar vários softwares. Um software muito bom é o responsável pelo gerenciamento de bateria, ele permite deixar bateria com 50% da carga, para evitar o desgaste dela, ou seja, chega de você ficar evitando trocar o notebook de tomada por medo de ficar carregando toda hora a bateria a 100%. Esse software também permite você controlar outras coisas no gerenciamento de energia, como o Clock do processador, que pode ser deixado sempre em 800 MHz, que pode parecer muito pouco, mas é mais do que o suficiente para navegar na internet com o notebook gelado no seu colo.

Existe uma tecnologia chamada Rapidboot que faz o Windows iniciar mais rapidamente, nem cheguei a testar, já que formatei o computador e não encontrei para baixar separadamente. Também é incluído o Youcam, para adicionar efeitos a webcam, PowerDVD e o Power2Go para assistir e gravar DVDs, respectivamente, no entanto esses dois últimos estão disponíveis apenas no Windows já instalado. Outros softwares nem são tão bons, como um para fazer Login usando seu rosto, chamado de Lenovo Veriface, que dado o estado da tecnologia é facilmente quebrada (coloque uma foto na frente...).

Lateral Direita
Tive um problema com ele. Baterias de notebook vão segurando menos carga com o tempo, é possível averiguar isso com programas, como o Aida64 ou HWMonitor. Nesse notebook a capacidade da bateria já veio menor, com aproximadamente 6% de desgaste, índice que só deveria ocorrer meses depois. Resolvi acionar a garantia, já que descobri no Reclame Aqui que a Lenovo não presta um atendimento bom depois do termino da garantia, portanto se o desgaste aumentasse rapidamente, poderiam alegar mal uso. Deixei o notebook no sábado na assistência, terça me ligam informando que é necessária a troca da bateria, na quinta que está pronto, gostei do atendimento.

Gostei muito do Notebook, o preço normal é de R$ 1399,00, mas ele pode ser encontrado por 1.100 reais em algumas promoções, um bom preço. Tirando o problema com a bateria, as desvantagens dele são as marcas de dedo na tampa, a falta de uma luz no cabo do carregador, como existe em modelos da Dell, tirando esses problemas, que não são grandes, é uma boa opção de compra.

21 de janeiro de 2012

Recursos que gostaria de ver no Windows 8

O Windows 8 faz muita propaganda da nova interface Metro, que vem para concorrer com o iPad em tablets. A grande questão é, o Windows desde sempre foi desenvolvido para ser usado em computadores pessoais, é o carro chefe da Microsoft, então ela não pode esquecer da interface antiga. Existem algumas pequenas melhorias que gostaria de ver nela e irei citá-las aqui.

A primeira, é uma coisa muito simples, que foi implementada pela Apple no Leopard anos atrás. É dizer quais aplicativos estão acessando o pendrive, caso não seja possível removê-lo. É um recurso simples, que poupa muito trabalho, quantas vezes já removi o pendrive, correndo risco de corromper arquivos (e algumas vezes isso realmente ocorreu) por não querer fechar programa por programa em busca do que estava usando ele.

Programa Dev Eject
Existem programa como o Dev Eject para fazer isso, mas além de ser mais uma coisa para rodar ele não se integra ao Windows. De qualquer maneira fica a dica.

Correção automática usando o Editor de Texto do Mac OS X
Outra coisa seria um dicionário padrão do Windows, isso existe no Mac OS X e no Linux (nos seus ambientes gráficos...) a bastante tempo. Nem no Windows Live Messenger existe um, seria o mínimo.

Para mim esses são os dois principais, que ainda não sei como não existem. Existem outros que gostaria que existissem, ou que fossem implementados de uma maneira mais simples para o usuário, apesar de serem funções já existentes no Mac OS X Lion.

Uma loja de aplicativos como a existente a muitos anos no Linux (apesar de nem sempre ter esse nome) ou a implementada ano passado no Mac é muito bem vinda. No entanto, conta com alguns inconvenientes na implementação da Apple, já que esta não existem programas Open Source devido a problemas com a licença, que não permite DRM.

Interface da Mac App Store (fonte)
Pode não parecer, mas muitos dos programas que usamos são Open Source, como o VLC (melhor player de vídeo do Mac), muitos players usam partes do ffmpeg, conversores usam o Xvid e x264, o 7zip e suas bibliotecas para descompactação. Os programas que usam a licença GPL não podem ter DRM, já que devem ser distribuídos livremente, até esse foi o motivo da retirada do VLC da loja de aplicativos para o iPhone, uma perda lastimável.

Gerenciador de Aplicativos do Linux Mint
Outro ponto também é que a Apple fica com 30% do valor do software, o que não agrada as desenvolvedoras e faz com que aplicativos relativamente populares no Mac, como os da Adobe não sejam disponibilizados. Logo você acaba encontrando apenas aplicativos nem tão famosos de código fechado, que geralmente tem alguma versão de código aberto melhor, é frustrante.

O que a Microsoft deveria fazer é criar um misto entre a Mac App Store e o sistema de distribuição de pacotes do Linux. Permitir que pequenas desenvolvedoras usem um sistema como a Apple e criar um padrão onde desenvolvedoras poderia utilizar o sistema de atualização de aplicativos da loja. Ou seja, basicamente a desenvolvedora passaria um link onde existiria a última versão do aplicativo e o software da Microsoft verificaria periodicamente o link de todos os programas instalados em busca de atualizações. Isso acabaria com a bagunça de softwares que rodam em segundo plano em busca de atualizações específicas, como o do Java, da Adobe, de impressoras da HP, da própria Apple, do Google e muitos outros que ficam gastando memória a toa todo o tempo.

Função Save a Version (fonte)
Por último, um recurso interessantíssimo do Lion é o de salvar automaticamente arquivos em edição, como dito no site, quem nunca perdeu um arquivo ou alguma mudança e teve que fazer novamente. O recurso de versões, também muito interessante, existe no Office 2010 do Windows (eu acho, já que nunca consegui fazer funcionar direito). Esses recursos salvam automaticamente o arquivo em edição e criam várias cópias, que permitem voltar a uma data e hora em especifico do arquivo, permitindo restaurar alguma parte deletada ou voltar a uma versão melhor do texto.

Esse são alguns recursos que gostaria de ver no Windows 8. Apesar de todos serem recursos do Mac OS X (se bem que aa App Store do Mac está a anos luz do que espero), considero que o Windows tem muito mais recursos que o Mac deveria copiar do que ao contrário, recursos mais importantes. Começando pelo Windows Explorer, me desculpe, mas o Finder... Um simples calendário clicando no relógio...

Editado em 19/02/2012 - Um tempinho atrás, escrevi um artigo sobre jogos no computador, um recurso interessante, seria a integração da Windows Live ao Windows. Claro, ela precisa de uma grande melhora, já que nem jogos da Microsoft são lançados na Marketplace, mas mesmo assim seria uma boa opção.

13 de janeiro de 2012

A tecnologia Quick Sync da Intel nos Sandy Bridges

Core i3 Sandy Bridge (fonte)
No artigo anterior prometi uma comparação de velocidade de conversão de vídeos entre alguns processadores e tecnologias diferentes. Fiz as conversões usando o software Arcsoft MediaConverter 7.5, que custa US$ 39,99, um preço bem alto se você levar em conta que a AMD distribui um gratuitamente nos drivers da Radeon (na aba optional). A Cyberlink também tem um muito parecido chamado MediaEspresso 6.5, preferi o do Arcsoft por achar seus softwares mais simples.

O recurso Quick Sync está disponível das GPUs dos processadores i3, i5 e i7 da linha Sandy Bridge (lançados no inicio de 2011). Portanto a menos que você use a GPU do processador ou tenha um computador que permite trocar entre placas de vídeos, o recursos não será ativado.

Foi testado um notebook Lenovo com processador Core i3 2310m (2,1 GHz) com 4 GB de RAM em um único pente. O desktop testado é um Core 2 Duo E7200 (2,5 GHz), 4 GB de RAM (em dual channel) e uma Radeon HD 5670 com 512 MB GDDR5. O vídeo testado é o Big Buck Bunny em 1080p no formato H.264, disponível aqui. No MediaConverter  foi colocado o perfil como para Playstation 3 em 1080p e ativada a decodificação via GPU.

12 de janeiro de 2012

Algumas explicações sobre processadores atuais, AMD Fusion, Atom em Smartphones e tecnologia Quick Sync da Intel

Boot do Windows XP 64 Bit
Há quase 5 anos escrevi um curto post sobre os processadores de 64 bit lançados anos antes que não eram utilizados da maneira correta. Algumas coisas mudaram depois de todo esse tempo. A maioria dos novos lançamentos de hardwares passaram a contar com drivers para 64 bit, até computadores montados com 4 GB ou mais de RAM passaram a vir com a versão 64 bit, só que os programas, tirando raras exceções, ainda não. É apenas uma questão de tempo os desenvolvedores se adaptarem.

Gostaria de discutir outra coisa. Nesse meio tempo, com o lançamento da série 8x00 da Nvidia, foi inaugurado um novo tipo de processamento, o pela GPU, chamado GPGPU, que trás grande ganhos de desempenho em algumas áreas, como criptografia, processamento de imagem, conversão de vídeos. A Nvidia apostava na linguagem Cuda, enquanto a ATI (atual AMD) no OpenCL, que Nvidia também a suporta.

OpenCL (Wikipédia)
A vantagem do OpenCL é que ele é desenvolvido por uma associação de vários fabricantes, assim é compatível com diversas GPUs, mesmo as PowerVR para celulares e até em processadores x86, enquanto o Cuda é exclusivo das Nvidias. Essa tecnologia é estratégica para AMD, pois recentemente ela lançou processadores com GPU muito forte, integrada a CPUs não tão bons, então é fundamental que esse processador gráfico seja bem utilizado. Existe até um programa bem interessante para mostrar o uso da CPU e GPU nesses processadores.

Não tenho certeza do motivo, mas provavelmente é devido a Globalfoundries não conseguir produzir em quantidade suficientes. A linha Ax, que inclui os processadores A4, A6 e A8, é bem difícil de encontrar no Brasil, no site oficial da AMD em português nem aparece. É chato isso, pois poderia fazer muito sucesso com montadoras brasileiras de computadores, pois esse processadores tem uma capacidade incrível para jogos, além de ter drivers gráficos maduros. Para adolescentes que querem jogar no computador é uma opção muito mais viável que um Core i3, já que a GPU de alguns deles tem um desempenho comparável a uma Radeon 5550.